sexta-feira, 31 de julho de 2015

Posfácio de um prefácio mal delineado

Adentro de minhas vértebras me encontro em isolamento nervoso, onde as sinapses não conseguem mais encontrar seu exato caminho, me confundindo...

Confundindo-me exatamente igual meus átrios e ventrículos, cujos percursos se entrelaçam em viagens macabras junto à ajuda para o meu não-sufocamento aos meus brônquios e alvéolos.

Esqueço-me dos afazeres, já que as sinapses não se concluem e já que meus pontos de vistas não são realmente vistos por um erro comum (e terrível) chamado miopia. 

Identifico-me com a frase que esteja pensando, talvez não seja de bom grado, mas quem dera eu me aproximar da perfeição? É tão chato tudo certo, defeitos são valiosos em quesitos temporais.

Quero-te assim, achando que necessita de amor. 

Quero-me assim, achando que posso, mesmo toda errada, viver sem ti. 

segunda-feira, 20 de julho de 2015

Canseira

Sabe o que cansa?

Não é o fato de somente sua vida estar de pernas pro ar, dos seus amores não serem totalmente completos, dos medos estarem aparentes em sorrisos amarelos, de não ter vontade e capacidade de enfrentar tudo a sua frente.

Cansa é saber que esses são os únicos problemas que muitas pessoas enxergam, como se o buraco tivesse um fundo raso, como se não fosse um precipício.

segunda-feira, 6 de julho de 2015

Baldes de pranto

E quando eu penso em querer dar um fim a tudo, não encontro saídas para evitar o pranto.

Atualmente, a ignorância, raiva e brigas resplandecem em todos os momentos, os quais não sei se suportarei mais.

Baldes de melancolia se despejam em mim.

Lembro-me dos momentos em que achava que tudo era melhor; nosso amor suportava o mundo e, agora, nós dois juntos não suportamos sequer uma pena.

Um saco de chumbo caiu em meus ombros diante de tanto desespero que presenciei; todas as noites foram chorosas pela falta de atenção e carinho que deixaram a desejar.

Nossos objetivos no relacionamento foram diferentes, quero um alguém para me ajudar e estar ao meu lado, para me acompanhar e me amar, quero me sentir feliz como nunca novamente e, creio eu, que estamos juntos ainda pelo que passamos e não pelo que estamos passando no momento.

São diferenças financeiras vistas só por ti, e que você não faz questão de ultrapassar essa barreira com o nosso amor.

Eu não duvido do seu amor por mim, nem do meu amor por ti, mas o nosso erro é não admitir que temos erros, admitir sequer nossas fraquezas: a questão não é ser forte, é ter estratégia (e querer).

Não sei se quero mais.

Acho que chegou a hora de eu dizer algo que eu não quero, mas que vou ser obrigada pois não posso mais viver nesse impasse constante das nossas cruéis diferenças.

Carta 1

Não sei se quero mais.

Não sei se aguento.

Não sei se quero aguentar mais.

Estar disponível 24h pra você e, quando necessito, você nunca estar.

Não sou obrigada a aguentar.

Ser ignorada, ser esculachada e não saber como e onde está você.

Não aprendi a aguentar e a ter força.

Não acho que você me ame mais.

Não acho que sejamos feitos um para o outro assim como a Lua é feita pro Sol.

Não é questão de desistência, é tomar vergonha na cara e prestar atenção no valor concedido por você.

Todos cansamos.

Cansei.

sábado, 4 de julho de 2015

Explicação

Não sei o que escrevo.

Escrevo sem saber.

Não quero saber o que escrevo.

Escrevo por escrever.

É

Vida:
ausência
aparência,
perdida.

Vida
vivida,
carência,
decência.

Alegria,
demência
mundana
da vida.

Vida
vivida,
rugas
contidas.

Alegria
da vida,
perdida.

Morreu.

quinta-feira, 2 de julho de 2015

Cor-Brasil

Participantes de uma nação brasileira são miscigenados.

Somos todos parte de uma história, a qual o mundo olhou para nós em vários momentos, seja por rota de imigração e trabalho, seja por rota de fuga em guerras.

Somos brancos, pardos, mulatos, negros, ruivos e albinos.

Ante tanta miscigenação, não temos ainda uma igualdade racial, observando e taxando conceitos anteriores ao conhecimento de que negros são moradores de favelas ou lembrando de guetos e rebeldia.

Precisamos visualizar o cotidiano como um novo mundo, onde escravos não são mais negros, onde a cor da pele é só um excesso de melanina e parar por aí.

Negros são cientistas, são escritores, cantores, médicos, bombeiros... São livres para fazer o que bem entendem! São Martinhos da Vila, são Alciones, são a história brasileira, são o Quilombo dos Palmares, são figuras culturais.

Não admitir que o negro tem (e muita) importância na história brasileira, é ser hipócrita.

Sejamos mais brasileiros e cultos de uma nação onde a loirinha tem cabelo Bombril, a mulata tem sotaque do Sul, e todos temos a cor do Brasil.