segunda-feira, 11 de janeiro de 2016

Afinal

A descompensação árdua do significado dos pensamentos é a dor que desatina e passa de minhas córneas para meus neurônios, sinapses tão nervosas quanto minha situação presente.

Elevo minha exatidão de que a esperança não tem propósito, e sufrágios inibem o descontentamento social que minha alma revela ao passar dos dias e faz com que o meu sangue corra venoso, venenoso, em meu sistema chamado corpo.

Quão importante é o ser ou existir para o tempo que passa?

Passa rápido, sem sentido, não vejo à vista o parâmetro que se estabelece em minhas conexões que, de tão conectadas, se parecem o defunto do futuro enobrecendo as células que me matam.

Importante é aquele imortal pesadelo, tão inexistente em minha realidade física, tal qual não se vê encaminhada no cotidiano paradoxal, mas paradoxos são compostos pelo dilema de minha vivência até o final.

Afinal, qual é o final de todo esse viver?

Afinal, pra quê saber?

Afinal, deixa pra lá.

domingo, 13 de dezembro de 2015

Que país é esse?

Vivo em um Brasil diferente.

Diferente por investir menos do que a própria população em um bem não-material muito precioso, a saúde; diferente em querer crescer sem investir em educação, fazer com que disputas esportivas sejam grandes investimentos e ser cego quando visualiza o próprio povo.

Vivo em um Brasil exemplar.

Exemplar em corrupção, em lavagem de dinheiro, em pedaladas fiscais, em roubos de dinheiro público, em cobertura de fichas sujas, em manter por 12 anos um partido como líder e, pela democracia, assim como o povo votou para elegê-lo, agora o mesmo quer a retirada dessa jornada partidária na liderança do país, portanto não considerando como um golpe e sim um impedimento do maldito jogo de ladrões.

Vivo em um Brasil para todos.

Todos somos nada diante de tamanhas descobertas, onde somos lavados com jatos fortes de crimes descobertos pela polícia federal, onde manifestantes da CUT são comprados com lanches de mortadela para fazerem protestos contra o impeachment.

Vivo em um Brasil seguro.

Seguro de que déficits ocorrerão nos próximos três anos seguidos, onde a segurança de se ter um emprego não é mais contemplada, onde layoffs são cada vez mais comuns ou, até mesmo o ato de demissões seguidos de saída de multinacionais do país.

Vivo em um Brasil político.

Onde político virou sinônimo de corrupção, e PT virou sinônimo de quadrilha.

Esclareço que minha decisão de ser pró-impeachment não ocorre porque admiro o PSDB ou qualquer outro partido de direita, mas sim porque ABOMINO o ato de roubar dinheiro público para satisfazer desejos pessoais; sejam atos de esquerda, direita ou centro: roubo é roubo e democracia nenhuma tolera essa enganação.

quinta-feira, 29 de outubro de 2015

A mordaça

Não sei o que está a ocorrer com este mundo.

Tudo tão intenso: sem cor nem amor, sem felicidade nem solidariedade... Apenas máquinas.

Somos maquinários de apresentações chulas, a patifaria absurda que reina em feudos persistentes da sociedade contemplativa: contempla a solidão, a morte calma, o pensamento frágil e a verdade tornar-se mentira.

Só pioras.

A situação da mídia fortalecedora de pensamentos extremistas nos fazem viver em uma matrix constante, absurdamente grande, a qual quem foge é perseguido até a morte.

Quem foge?

Eis a questão.

Entre meridianos e paralelos, vivemos seguindo caminhos diretos, compostos de ideais preestabelecidos pelo mundano pensamento profano: inverdades injustas, situações abruptas ao destino fracassado de depressivos falidos.

Amordaçados.

quinta-feira, 22 de outubro de 2015

A morte da danada

E de amor, eu não morria
mas a saudade, entristecia.

Argumentos de inverdades:
de que encanta a solidão?

Um pensamento apaixonado
de alguém de pouco com a vida incomodado...

De riqueza resplandecia
sem o mar,
sem alegria:
de indolor é transformado.

Nas palavras?
Estou calado!

Por um momento sento e penso:
"quem sou eu no mundo inteiro?"
           Sou de interesse de um coveiro,
           de meu café, do chá e bule,
de amor pouco faço questão:
me contento à solidão;
mas a saudade...
essa mata.

Esta danada estupefata,
do valor de um romance
(de canto cego vejo amantes)
pura atração?

Da ilógica chance de abertura:
sentimento? momento?

Quebro-me em cabeças alternadas,
de pura elegância,
mas há de tanto a esperança
            da saudade e da dança.

Ah, a saudade...
                      ...essa mata.


terça-feira, 20 de outubro de 2015

Não sei fazer título

Aquela complicada sensação marcada por incômodo e devidamente mascarada pelo apelo de ser forte em todas as situações da vida.

Mostro-me impaciente em relação às borboletas antigas do meu estômago: a intenção é matá-las.

A aparência revista nas singelas amostras do passado fazem de descomunais as bases que sustentam minhas lágrimas, e, de suas palavras, a importância primária para a conservação deste honroso sentimento; talvez de honroso, não tenha migalhas.

Migalhas tais que me impedem a ação de proezas, interferem a realeza da minha piedade com a súbita raiva exemplificada e, de tão desconjugada, não o terei mais em meus sonhos; se o tiver, que seja desleal e sua morte seja eterna.

Contento-me com os pesares da tristeza abalada a diversificada paixão dos horrores da vivência, porém se não fosse ela, onde mais aprenderia com a força da sofrência? 

sábado, 26 de setembro de 2015

Ciclo Contínuo

Emocionalmente abalado, porém o que realmente importa é o físico, a aparência.

Nunca importa e importará o seu pensamento real, ao menos suas decisões têm de ser feitas em colocações aceitáveis pelo comando.

Não pense em emoção, seja racional.

Além de qualquer outro neurônio, suas ligações já são pré-estabelecidas de acordo com a sua nacionalidade.

Seja purificado, seja certo, não mudar seu jeito de agir: experiências frustrantes.

Aproveite as regras e trabalhe em cima delas; modificar é perigoso, é contra o padrão.

Seja selvagem nos seus limites, não presencie fatos perigosos, não mascare suas mentiras: mascare suas verdades (o que são verdades)?

Diga...

Diga pra parar de incomodar, permita ser fantoche: não renasça (morra humanamente por uma pátria sem amor e não receba perdão pelos atos que levaram à tua morte).

Tudo muda na vida, porém não temos vida, e mudanças não são aceitas.

Seja permeável em sua impermeabilidade.

Respire, e essas são as regras.

Leia novamente e capte-as neste ciclo contínuo.

sexta-feira, 4 de setembro de 2015

É só politicagem?

A garota precisava de um emprego.

A grande maioria consideraria como melhor opção sair procurando em jornais, anúncios e se auto promover por meio de currículos, porém tinha-se um caminho mais fácil: o tio, diretor executivo de uma multinacional que poderia colocá-la direto em um alto posto de trabalho bem elevado.

Agradecida ao "jeitinho brasileiro" idealizado pelo tio, agora sua carteira de trabalho estava preenchida; assim ficara por três meses, até o dólar alcançar a bagatela de R$ 3,80 e a grande multinacional resolver sair do país.

Resultado: demissões.

Burocracia, setor de RH...

Grande culpado: escândalos de roubo do governo, "mas que corrupção exacerbada" - a garota indignada.

Há quem fale que tudo o que vai, volta; mas há quem fale que corrupção só políticos são especialistas.